O esquecimento, a mudança sem alterações. A vida é muito estranha quando a lógica é ineficaz, desconsiderada e distorcida pelos outros. Repetidamente perseguida e errada por momentos de presunção.
Rostos sem expressão, não identificando o que de fato há no coração, a visão que perece enquanto não mais reconhece aqueles que por tempo lhe perseguem.
A vida definha enquanto há felicidade, pelo carinho e o amor de alguém sem destino. O raciocínio que está sempre em conflito, a ética que não passa de moral em um contexto ficcional.
A aceitação de um desconhecimento que nos atrai orgulha e leva à depressão, o tempo que nos julga e enfraquece no momento em que falamos.
Certo e errado, a relação entre como deveríamos e como agimos, não impede de que a confiança que temos nos outros nos protejam das maldades e dos vícios de uma sociedade corrompida pela ganância.
A tristeza de machucar a quem nos importa simultâneo à frieza com quem se sente ameaçado por palavras, se escondendo em sombras distorcidas de uma realidade imposta, rigorosa, mesquinha e preconceituosa.