Acho que eu tinha uns 6 anos, deve ser bem por ai, quando eu comecei a instintivamente programar. Eu me lembro, que na época, eu já sabia ligar o pc, aguardar carregar o DOS, então escrever win pra entrar no windows 3.11 (eu não disse que era um desenvolvedor, eu nasci em 1986, apenas estava começando a dar passos em direção a programação).

Nesta época, era necessário estender a memória do DOS, para poder rodar alguns joguinhos, até mesmo para poder usar o mouse. E para isso meu pai tinha um disquete.

Era um processo trivial, ligar o computador com o disquete, aparecia uns textos em inglês, dava enter, aguardava, colocava os disquetes da TV-Colosso e rodava o joguinho. Adorava, era tipo Carmen Sandiego.

Mas espera ai, foi ai que eu vi, que no C:\ tinha autoexec.bat e command.com e no disquete que era A:\ também, mas e se substituir o do C:\ pelo do disquete…

E foi ai que eu descobri o sem saber o que o autoexec.bat fazia e que era responsável, então resolvi abrir pelo editor de texto, vi que haviam comandos, muito interessantes.

Na casa de um amigo, que tinha um jogo muito legal de tiro Wolf3D, abria o Windows sozinho, não tinha que escrever no DOS. Abri o autoexec.bat dele e pra minha surpresa, as ultimas linha eram:
cd win
win.exe

E assim, eu fiz o 286 do meu pai abrir o Windows sozinho. 6 anos… Não parei mais.

Com 13 anos, estava todo impolgado, lendo livros de hacking, dos quais muito eu não entendia nada, lendo livros que ensinavam HTML, do qual eu achava muito legal, pois nessa época, eu já havia passado pela BBS e já tinha internet discada em casa no IBM Aptiva 486 dx2 que meu pai trouxe da Fenasoft. Com kit multimedia.

Lembro dos sites que eu fiz na Geocities e em outros servidores gratuitos, dos scripts CGI que eu usei pra mandar email, que eram hospedados em universidades. Das vezes que avacalhei o chat do UOL usando HTML, eu era um pirralho endemonhado mesmo.

Descobri o ASP, o PHP, logo o Flash veio, as ferramentas como Macromedia Dreamweaver 2 e o 3 que botaram o FrontPage no chinelo. E a coisa foi se complicando quando eu abri um site de jogos, distribuia jogos de forma publica e gratuita pela internet, jogos que eu não conseguia comprar, eu pegava nos amigos os CD’s e descobria jeitos de copiar pro meu HD de 640mb e rodar sem o CD, descobria como colocar na internet, mais tarde com o Pentium 2 400mhz e HD de 8GB as coisas ficaram tão mais fáceis, o modem nunca estava desligado da meia noite as 6 da manhã, mesmo que eu estivesse dormindo, deixava uploads para servidores. Fiz o meu próprio servidor de FTP em casa. Descobri falhas de segurança no IIS, brinquei muito de defacement. Montava servidores de IIS com suporte a PHP e MySQL, atualizava versões de MySQL, eu não tinha 15 anos e conectava remoto nas máquinas da Brasil Domínios para dar suporte aos servidores que eles usavam pra patrocinar meu site.

Abri servidor de Ragnarok, descobri o eAthena, ajudei com o código fonte em C, tive que aprender e ler muito, hexei muito executavel pra mudar strings de configuração, para abrir XML com outros parâmetros  (espero que não me prendam por isso) mas eu invadi os servidores da LevelUp na época que Ragnarok ainda era só um beta no Brasil e baixei muito arquivo fonte de imagens PSD a pacotes de tradução que estavam em produção pras próximas versões do Ragnarok. O LGRO fazia sucesso, tinha muita coisa nova. E quando o Ragnarok da LevelUp deixou de ser beta, o LGRO era de graça e você podia converter doações em itens pelo site, sistema que fazia muito sucesso e mais tarde muitos servidores aderiram e até a LevelUp tem relm com o mesmo sistema (bom, mas eles levaram quase 3 anos pra fazer isso).

Meu servidor havia começado como uma brincadeira no meu antigo Pentium 2 – 400, cresceu tanto, que o pc teve de ser trocado e virou Sempron, mas não parava de crescer, então resolvi migrar pro FreeBSD. Com ajuda de uns amigos e a internet, aprendi, instalei e foi ai que comecei meus primeiros passos para o mundo *nix.

De um Sempron, passou a serem 2, um com servidor do jogo, o outro com base de dados, login e site, para paralelizar o processamento e distribuir o uso de memória. Logo eu tinha meu primeiro colocation no EUA, de painel Plesk e problemas com FreeBSD, fui pro CentOS. Nessa época já usava ArchLinux em casa, Ubuntu no meu notebook. Instalava servidores Windows e/ou Linux para empresas.

Meu foco sempre foi a web, aprendi Java na faculdade, C# em uma das empresas que trabalhei, mas o PHP do 3 ao 5 eu acompanhei cada alteração. Então fui pro Python, mergulhei de vez no Javascript.

Hoje em dia acho que a linguagem que mais programo é Javascript, mas se eu fosse escrever tudo que já usei e mexi, dava pra escrever um livro e teria que ser atualizado semanalmente, pois nessa área a gente nunca para. Estou sempre me atualizando, estudando e pesquisando.

Existem muitas siglas, algumas significam até mais de uma coisa, da pra brincar usando SCRUM pra gerenciar o TDD, que permite aplicações crescendo em CI, onde já usei Shell, Python e PHP pras Tasks hoje faço direto no Nodejs, mas pro Frontend ter um código modular e bonito da pra usar AMD, e não estou falando da empresa, mas com cross-compiling de um belo Uglify, temos um resultado bem interessante para se entreter no browser.

Vou parar por aqui, mas se quiserem saber um pouco mais, da pra visitar: http://curriculum.gartz.com.br é em PHP, usei o Kohana 3.2 na época, se você não tem suporte a SVG (IE < 9) não vai abrir.

Meu Redmine está fora do ar, mas quem sabe um dia com tempo eu ativo-o novamente.

Espero que gostem dos artigos que eu escrever, que as bobagens sejam úteis, pelo menos para que vocês aprendam como não se deve fazer, afinal, nem sempre o que hoje é uma boa prática, amanhã deixa de fazer parte das “good parts”.